A Poesia e a I Guerra Mundial
Publicado em Cultura, Fotografia, Literatura, Memórias, Mídia
A propósito da morte de Claude Lévy Strauss: Obituários Jornalísticos e Memória
Publicado em Cultura, Linguagem, Memórias, jornalismo
Geocities fecha as portas
Meses depois do anúncio inicial, agora está confirmado: o Geocities deixou de existir. Tem gente que talvez nem saiba do que estou falando, mas Geocities foi um dos mais importantes marcos na disseminação da produção de conteúdos pelos usuários: um site onde você podia construir sua página web sem saber nada de HTML e com uma enorme quantidade de templates e ferramentas disponíveis. Inclusive as famosas gifs animadas. Alguém ainda se lembra dos “Em Construção”, que colocávamos em todas as partes do site que ainda não haviam sido criadas?
Inaugurado em 1995, foi comprado pelo Yahoo em 1999. Geocities foi para os anos 90 o que os blogs estão sendo para esta primeira década do século XXI.
Terei saudades.
Via Blog do Gjol
Publicado em 1
Espanha de Franco: a História deve ser apagada?
Uma operação de apagamento dos rastros do ditador espanhol Francisco Franco está em andamento na Espanha: remoção de estátuas, placas e outros sinais públicos daquele que já foi ”Salvador da Pátria”. A limpeza atende às exigências de uma lei aprovada em 2007. Agora em causa está também o destino do Valle de los Caídos, monumento franquista, construído parcialmente com trabalho forçado dos prisioneiros da Guerra Civil, e onde está depositado o corpo do ditador.
Junto com as estátuas e placas a História vai também sendo removida, como aconteceu na antiga URSS e nos países do leste Socialista com os monumentos a Stalin e Lenin..
Será esta a maneira mais inteligente de se vivenciar a mudança histórica?
(Foto de Inaki Gomez/Corbis)
Sonhando com espaçonaves
Karl Hans Janke (1909-1988), um desenhista e projetista alemão, sonhou, em meados dos anos 1950´s, com enormes espaçonaves que fariam rotas entre galaxias. Ele até imaginou o combustível que consumiriam.
Uma seleção de seus sonhadores desenhos foi resgatada pelo BibliOdissey no arquivo do Deutsch Fotothek
Publicado em 1
Um tesouro anglo-saxão
Um caçador de tesouros amador, usando um simples detector de metais, encontrou o que está sendo considerado um dos maiores tesouros anglo-saxões já desenterrados: cinco quilos de ouro, em cerca de 1500 peças, sem contar os objetos de prata. O achado ocorreu no Condado de Staffordshire, na parte central da Inglaterra, e o Guardian, produziu uma cobertura modelar, usando os mais variados recursos do jornalismo na Internet para mostrar ao mundo o que aconteceu e o que significa a descoberta.
Via Blog do GJOL
Publicado em Arte, Cultura, jornalismo
Anne Frank em vídeo de 1941
Um vídeo de 20 s. mostrando Anne Frank no dia do casamento de um vizinho foi postado no YouTube pelo museu Anne Frank House de Amsterdã.
Sobre cabelos ascendentes e críticas sociais
A moda dos cabelos ascentes para mulheres começou no final da década dos 1760´s. E com as altíssimas cabeleiras vieram as inspirações para sátiras e críticas sociais.
Aqui você encontra uma fantástica seleção nessa temática, em gravuras retiradas de publicações inglesas e francesas da época.
Publicado em Arte, Humor, Moda, jornalismo
Há 35 anos, Pelé disputava sua última partida
Foi na Vila Belmiro (Santos) e contra a Ponte Preta. Jogo válido pelo Campeonato Paulista.
Estadão traz Galeria de Fotos da última partida.
Publicado em Fotografia, jornalismo
Preciosidade: Lena Horne Cantando Stormy Weather em 1943
O YouTube está se tornando mais e mais um repositório de Memória dos mais fabulosos. Para praticamente tudo. Vejam e ouçam aqui esta interpretação de Lena Horne de 1943, para Stormy Weather.
Quem diria que isso iria se tornar tão fácil…
Concurso de Mecanografia: vencedor supera 533 toques por minuto
No dia 01 de fevereiro de 1949, o diário espanhol ABC publicou uma publicidade da Olivetti parabenizando os campeões espanhóis do Concurso de mecanografia. Isso mesmo: os mais rápidos datilógrafos da Espanha. O Campeão,
foi Don Angel Liébana Ramirez , da Sociedad Hidroeléctrica Española, com uma média de 533, 35 toques por minuto.
A recuperação desta publicidade foi possível graças à excelente Hemeroteca publicamente disponibilizada pelo diário espanhol ABC.es
Excelente contribuição à preservação da memória histórica e jornalística.
Vale a pena visitar e explorar.
Publicado em Memórias, Publicidade, jornalismo | Tags:Tecnologia
Uma voz recuperada: primeiro culto judeu na Alemanha invadida
O The New York Times de hoje traz uma reportagem sobre a recuperação de uma gravação histórica: no dia 29 de outubro de 1944, durante a batalha para o controle da cidade alemã de Aachen, um culto judeu na Alemanha foi publicamente transmitido. Era a primeira vez que isso acontecia desde a ascenção de Hitler.
A transmissão foi realizada pelo correspondente da NBC Radio e a voz do soldado que cantou os hinos judaicos naquela ocasião foi recuperada e agora faz parte do AJC Archive. A reportagem do NYT traz uma entrevista com o soldado cantor.
Publicado em Fotografia, Memórias, Rádio, jornalismo
Uma preciosidade: “A Velha a fiar” de Humberto Mauro (1960)
Publicado em 1
O mais velho computador britânico vai voltar à ativa
Criado em 1949 e colocado em atividade em 1951, o Harwell funcionou até 1973, fazendo aquilo para que foi projetado: cálculos matemáticos.
Agora, o mais antigo computador britânico ainda “vivo”, ou seja inteiro, vai ser totalmente restaurado e voltar a funcionar no National Museum of Computing , in Bletchey.
Publicado em 1
Rótulos de cervejas antigas
No site designGráfico, uma coleção de rótulos de cervejas antigas. Possivelmente da coleção do Museu da Cerveja de Blumenau (SC).
Publicado em 1
New York Magazine: recuperando “Estilo de Vida”
New York Magazine é uma revista semanal que está entre as pioneiras do jornalismo baseado em “lifestlyle”. Com foco na cidade de New York, mas com uma cobertura ampla nacional e internacional, começou sua vida como um suplemento dominical do New York Herald Tribune. Com o fechamento do jornal, em 1968, a revista adquiriu vida autônoma. O primeiro número está datado de 8 de abril de 1968.
Agora a coleção completa está disponível no Google Books.
Revista Veja com arquivo integral na Web
Algo para comemorar: a Revista Veja colocou para livre acesso na Web seu arquivo completo, da primeira edição (11/09/1968) às edições atuais, com paginação original. São mais de 350 mil páginas disponibilizadas.
Via Blog do Gjol
Publicado em Mídia, jornalismo
Uma mina para publicidade antiga
Todos os números da revista Popular Science, publicada entre 1870 e dezembro de 2006, estão disponíveis em versão integral e livre acesso no Google Books. E em cada número há uma profusão de publicidades de época, fazendo da coleção uma verdadeira mina para anúncios antigos.
Como esse aí acima, de 1917, vendendo um curso infalível para melhorar a Memória…
Publicado em Ciência, Mídia, Publicidade, Tecnologia
100 mil memórias da história alemã
O Arquivo Nacional da Alemanha anunciou uma concessão à Wikipedia de 100 mil fotografias digitalizadas que correspondem a diferentes momentos históricos, desde 1860. A doação faz parte de um projeto que colocará à disposição dos cidadãos 11 milhões de fotografias para uso público.
Via Blog do GJOL
Publicado em Cultura, Fotografia
Columbia Workshop: um marco na história do Rádio
Columbia Workshop foi uma série radiofônica da Columbia Broadcasting System levada ao ar durante o período 1936 a 1943, com um breve retorno entre 1956-57 (acabo de fazer a correção na Wikipwedia, onde a informação estava errada). Durante sua existência, produziu centenas de dramatizações, com adaptações de obras clássicas como Alice no País das Maravilhas, Hamlet (produzido por Orson Welles e com sua participação) e Moby Dick; peças criadas especialmente para a série por autores da estatura de Aldous Huxley e Christopher Isherwood (como é o caso de Jacob´s Hands); documentários baseados em fatos reais; musicais e até óperas.
O Columbia Workshop é considerado um marco no estabelecimento de uma linguagem dramática radiofônica, funcionando como um verdadeiro Laboratório para vários experimentos radiofônicos. Destaque especial deve ser feito ao uso de trilhas sonoras especialmente compostas para as peças, efeitos sonoros e técnicas especialmente desenvolvidas com múltiplos microfones para a produção de sensações de envolvimento com a ação. Naquela época, cinco compositores clássicos estavam contratados pela CBS para produzir música especialmente para as diversas produções do sistema.
Algumas das peças originais estão disponíveis no Internet Archive.
E para quem realmente se interessar por dramatizações radiofônicas um verdadeiro must é o Boxcars 711 Old Time Radio Pod. Um inestimável tesouro para estudiosos da História do Rádio, com uma enorme seleção de peças de vários períodos e origens.
Outros links de interesse para aficcionados:

Publicado em Mídia, Rádio, Tecnologia
O mais velho habitante do planeta?

Em 1886, três tartarugas foram levadas para a ilha de St. Helena, no Atlântico Sul. Esta foto, tirada em 1900, mostra uma delas, de nome Jonathan. Pois segundo informações do Telegraph, Jonathan continua vivo, reside em uma palantação da residência oficial do governador da ilha e pode ser o habitante mais velho do planeta. Quando a foto foi tirada, a idade de Jonathan era de aproximadamente 70 anos.
Publicado em Fotografia, jornalismo
Quando as Torres Gêmeas ainda eram apenas um projeto
Na revista Popular Science, de abril de 1964, o projeto das Torres Gêmeas do Trade World Center de Nova Iorque era mostrado ao público como uma grande novidade.
A imagem vem do excelente blog Modern Mechanix.
Publicado em 1
O Primeiro Hard Disk de peso

Sabe o que é isso que está sendo embarcado no avião?
Em setembro de 1956, a IBM lançou o 305 RAMAC, o primeiro computador com Hard Disk (HD). O HD pesava cerca de uma tonelada e tinha a incrível capacidade de armazenamento de 5 Mb.
Publicado em Tecnologia
São Paulo como foi vista um dia
Produzido em 1943 para exibição em cinemas, este filmete mostra São Paulo como era naqueles entonces, através dos olhos do U.S. Office of the Coordinator of Inter-American Affairs, órgão do governo norte-americano que tinha como missão promover “a amizade entre os países da América do Sul”. Na época, São Paulo ainda era a “segunda maior” cidade do Brasil, superada pelo Rio de Janeiro, antiga Capital Federal. É interessante notar que o locutor norte-americano, ao descrever a geografia brasileira, chama a cidade de Salvador de “Baía” e, ao falar da fundação da cidade de São Paulo, explica porque recebeu o nome Saint Paul “or São Paulo, as they call it in Brazil”.
As they call it in Brazil, indeed…
Publicado em 1
Um site comunista (de verdade!!)
E se o mapa mais antigo que se conhece não for um mapa?
O mapa das ruas da cidade de Çatalhöyük, na região turca da Anatólia, foi desenhado em 6200 A.C. É considerado uma das provas de que “os humanos sempre usaram mapas”. Encontrado como parte de pinturas em uma parede, nas escavações de uma casa nas ruínas da cidade turca, é considerado 2000 anos mais antigo do que o mais antigo sistema de escrita e 4000 mais antigo do que o mais antigo sistema alfabético. O mapa chega à perfeição de situar um vulcão em erupção, ao norte das casas de Çatalhöyük que supostamente representa.
Supostamente?
Pois é… Como sempre surge alguém para contrariar teses que parecem bem estabelecidas, a arqueóloga Stephanie Meece, em seu artigo “A Bird’s Eye View – Of A Leopard’s Spots: The Çatalhöyük ‘Map’ and the Development of Cartographic Representation in Prehistory” (publicado no Anatolian Studies 56, 2006, pp. 1-16; texto integral aqui) coloca toda essa história em dúvida e sugere que o “mapa de Çatalhöyük” é algo muito mais simples e menos espetacular que o avô de todos os mapas: seria apenas um padrão decorativo, similar a outros que podem ser encontrados nas fachadas das casas da antiga cidade. A junção do desenho do vulcão com a barra decorativa e a interpretação do conjunto como um “mapa” seria apenas produto de um “modo de olhar”.
Será que o mais antigo dos mapas é apenas uma consequência da nossa “cartocacoete”, a mania de enxergarmos mapas onde eles não existem? Algo similar à tendência que têm alguns místicos e fanáticos de visualizarem imagens de Nossa Senhora em escamas de peixe e batatas fritas, ou Cristos Crucificados em pinturas descascadas ou constelações austrais? Cá entre nós, para minha “imaginação brasileira”, o padrão decorativo poderia até ser interpretado como um “jacaré“, com a boca para o lado esquerdo do desenho e a cauda para a direita. Juntando o vulcão na cabeça do bicho, teríamos “um jacaré de chapéu”…
Uma discussão completa do caso Çatalhöyük pode ser encontrada no excelente Making Maps: DIY Cartoghraphy, com abundante informação sobre a história e muitas imagens de antigos mapas, reais e imaginários.
Monstros em antigos jornais japoneses
A cinematografia japonesa de ficção científica é largamente associada com a criação de monstros e muitos deles fizeram sucesso mundial. Mas é curioso descobrir um outro espaço no qual, por um breve período, monstros dos mais variados tipos circularam e tiveram grande aceitação popular no Japão: os jornais nishiki-e, em meados da década de 1870. Eram jornais artísticos, produzidos através de técnicas de xilogravura, com notícias sensacionalistas, geralmente cobrindo escândalos e crimes hediondos, mas eventualmente contando também histórias fantásticas de aparições de monstros, fantasmas e outros acontecimentos insólitos. Os nishiki-e não duraram muito: o governo Meiji não gostou da larga difusão que estavam tendo essas publicações “não oficiais” e acabou com elas.
O Pink Tentacle reuniu uma coleção de várias das tais criaturas monstruosas.
Publicado em Coleções, Mídia, jornalismo
Quando os trens faziam fumaça
Com 13 anos de idade, em 1946, o fotógrafo Jim Shaughnessy começou a fotografar trens. Pelos próximos 20 anos, ele correu atrás de trens em New England e Canadá, documentando o declínio do vapor e a ascenção das locomotivas diesel. Tudo em magnífico preto e branco.
Agora Shaughnessy está lançando um livro com seu trabalho. Um aperitivo de 12 belíssimas fotos estão em um artigo de Keith Axline, na Wired. Cada foto traz um trecho de uma entrevista do artista.
Publicado em Fotografia, Tecnologia
Laboratórios de Alquimia
No excelente bibliOdissey uma coleção de gravuras representando Laboratórios de Alquimia. São mais de 20 ilustrações, das mais sérias às charges e ilustrações de efeito satírico, produzidas entre os séculos XVI e XIX.
A fotografia foi inventada em Campinas?
“A primeira fotografia reconhecida é uma imagem produzida em 1826 pelo francês Joseph Nicéphore Niépce, numa placa de estanho coberta com um derivado de petróleo fotossensível chamado Betume da Judéia. Foi produzida com uma câmera, sendo exigidas cerca de oito horas de exposição à luz solar. Em 1835 Daguerre desenvolveu um processo usando prata numa placa de cobre denominado daguerreotipo. Apesar dos diversos pesquisadores que desenvolvem ao longo do século XIX a Fotografia, como indica o historiador Geoffrey Batchen em seu livro Burning with Desire, considera-se que a data de invenção da Fotografia é a data de apresentação do processo de Daguerre à Assembleia Nacional Francesa, em 7 de Janeiro de 1839.”
Como quase todas as criações tecnológicas complexas (avião, automóvel, sistema elétricos, televisão, etc) a fotografia tem muitos “inventores”, ou antes “pioneiros”. Na revista Pesquisa Fapesp Online, está publicada uma curiosa reportagem sobre um pouco conhecido pioneiro da fotografia, o francês Antoine Hercule Romuald Florence (1804-1879), que na vila de São Carlos (hoje cidade de Campinas), realizou experiências fotográficas na terceira década do século XIX e deve ser contado entre os seus “inventores”.
Natural de Nice, Hercule Florence veio para o Brasil em 1824 e participou da expedição científica ao interior do país comandada por Georg von Langsdorf. O primeiro desenhista da expedição era Aimé Taunay, que morreu na aventura. Ao final da expedição, Hercule Florence casou-se e fixou-se em São Carlos, vila de residência da família de sua mulher. Construindo camaras obscuras e fazendo experimentos com impressão química, Hercule Florence acabou inventando uma fórmula química para fixação de imagens “pela luz”.
Suas foptografias iniciais era de etiquetas de farmácia, como a reproduzida acima e diplomas da maçonaria.
Publicado em Fotografia, Tecnologia







