Publicado por: Marcos Palacios | abril 21, 2008

Sonhos, balões e transições

“A lei sobre correspondência de particulares por via elétrica me surpreendeu estranhamente. É, para mim, o sinal mais claro de uma debacle iminente. Enfim, por causa do progresso, como se diz, todo governo se tornará impossível. É muito grotesco, sinceramente, ver a lei se torturar como pode e destruir os rins de fadiga para tentar reter o imenso Novo que transborda por toda parte. Aproxima-se o tempo em que as nacionalidade desaparecerão. A pátria será então algo tão arqueológico quanto a tribo (…)

“Não sonhas muitas vezes com os balões? O homem do futuro terá talvez alegrias imensas. Ele viajará pelas estrelas com pílulas de ar no bolso. Nascemos, sim, muito cedo e muito tarde. Iremos fazer aquilo que há de mais difícil e de menos glorioso: a transição”. (Gustave Flaubert- Décima Carta do Oriente a Louis Bouilhet, Atenas, 19 de dezembro de 1850)

O texto não soa estranhamente atual?

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